
06/02/10
Tela de erro do Windows
Sabe aquela tela azul de erro do Windows ?
Você acredita que essa anta tatuou aquela tela no braço ?

Imagine isso aí daqui a 30 anos ?
( Clique nas fotos para ampliá-las )
Ricardito
Em cada país muda o sabor.
Esse primeiro é o original, no Uruguai.
Esse é exportado pros States :
E aqui no Brasil...
É a globalização, meu amigo ! Quem não se adaptar, perde sua fatia de mercado.
Esse é exportado pros States :
E aqui no Brasil...
É a globalização, meu amigo ! Quem não se adaptar, perde sua fatia de mercado.“Power and efficiency. Like steak and eggs.”
Mesmo que você não seja vegetariano, associar “força e eficiência” com “bife com ovos” não faz muito sentido. Faltou inteligência, faltou pensar mais um pouco e faltou, principalmente, bom senso.
Agora, veja o preço. A camionete básica ( que lembra a Hilux e a F-150 ) custa, lá nos USA, o equivalente a R$ 43.000,00.
Não dá para comprar, aqui no Brasil, um Astra branco, duas portas, sem tapetes de borracha e chapa protetora de cárter (o que eu acho um absurdo, um carro vir sem).
Ah! O link da Toyota para essa pérola da propaganda é esse aqui.
Haití
Se você tem :
1) Banda Larga;
2) Paciência;
3) Google Earth instalado;
4) Sarcasmo e
5) Tempo.
Vá até o Google Earth e procure o Haiti.
O pessoal do Google atualizou as fotos de satélite daquela área.
Quem achar um telhado inteiro ganha o novo CD do Calypso.
1) Banda Larga;
2) Paciência;
3) Google Earth instalado;
4) Sarcasmo e
5) Tempo.
Vá até o Google Earth e procure o Haiti.
O pessoal do Google atualizou as fotos de satélite daquela área.
Quem achar um telhado inteiro ganha o novo CD do Calypso.
Vai um conselho aí ?
Beirávamos o segundo milésimo ano, época em que comprei meu primeiro computador decente, quando nossa filha terminou o que se convencionava chamar de “prézinho”.
Os anos escolares receberam tantas nomenclaturas, daquele tempo até então, que nem sei mais como chamaria hoje aquela etapa que ela cursou.
Sei que, terminado o tal “prézinho”, o aluno - semi-alfabetizado - entrava pelo 1º ano e começava, assim, sua caminhada oficial pela escola tradicional que conhecemos.
Porém, a diretora da escola (que ela freqüentava) nos aconselhou a mantê-la mais um ano no mesmo estágio. Argumentou que a menina tinha apenas 06 anos e os faria, ainda, no final daquele ano. Ela, assim, nos “provou” ser a criança um ser imaturo para iniciar tão penosa jornada.
Pai e mãe zelosos, com medo de criar problemas de aprendizado futuros e meio que vacilantes, aceitamos a sugestão e re-matriculamos nossa filha na mesma etapa.
Durante anos o caos se instalou por aqui.
Esse fato foi-nos cobrado a cada matrícula e a cada aniversário: não só dela, mas como das antigas amigas e das (sempre mais novas) colegas de classe.
Todos os meses relembrávamos - constrangidos - este fato, através de suas lamúrias e de sua desaprovação.
Toda unanimidade é burra, já dizia Nelson Rodrigues. E quando todo mundo concordar que “toda a unanimidade é burra” ficará comprovado que “toda a unanimidade é burra”, mesmo!
Essa frase não serve para encerrar discussões, mas vem a calhar com o que ocorreu conosco tempos depois.
Hoje sabemos que, além de ouvir as pessoas, devemos também escutar a voz de nossa consciência e o apelo de nosso coração.
Pois, vendo como nossa filha se comporta atualmente, seu grau de aproveitamento escolar, sua maturidade e a coincidência de sua independência civil com a vida universitária, fico a pensar que mais acertamos do que erramos.
Somente questiono (e às vezes) a origem daquele conselho que recebi, lá no tal do “prézinho”. Acontece que, a diretora e a professora da escola maternal – onde minha filha estudava - eram avó e mãe de uma das alunas que, tendo a mesma idade, foi cursar o primeiro ano: não seguiram, portanto, a mesma cartilha que nos sugeriram.
Mas isso já é passado...
Penso muito a respeito de nossas atitudes atuais ( e não só pelo lado dos erros ou dos acertos). Mas se devemos, ou não, escutar as pessoas que “sabem” das coisas.
Aquelas representadas, muitas vezes, por professores, chefes, patroas, padres ou pastores, parentes mais velhos e eruditos em geral.
E que são falíveis como a gente.
Imaginem se o dono do hotel, onde a Sra. Maria Ratzinger era cozinheira, a tivesse convencido de que seu filho – o hoje Bento XVI – ficava muito “enfiado” dentro da Igreja ?
Ou se Dona Pauline tão tivesse convencido o pai a liberar uma grana ao marido - Hermann - para que ele construísse uma fábrica de componentes elétricos e largasse, de vez, o ramo de “penas para colchão” ?
Einstein teria, talvez, morrido no anonimato como um próspero e inovador fabricantes de colchões.
Mas, só isso. Seu gênio inventivo provavelmente não teria sido estimulado pelo meio em que cresceu.
Escutar conselhos, enfim, pode ser a nossa saída para não cometermos alguns erros.
Agora, no que essa decisão vai dar no futuro, só Deus é quem sabe!
Os anos escolares receberam tantas nomenclaturas, daquele tempo até então, que nem sei mais como chamaria hoje aquela etapa que ela cursou.
Sei que, terminado o tal “prézinho”, o aluno - semi-alfabetizado - entrava pelo 1º ano e começava, assim, sua caminhada oficial pela escola tradicional que conhecemos.
Porém, a diretora da escola (que ela freqüentava) nos aconselhou a mantê-la mais um ano no mesmo estágio. Argumentou que a menina tinha apenas 06 anos e os faria, ainda, no final daquele ano. Ela, assim, nos “provou” ser a criança um ser imaturo para iniciar tão penosa jornada.
Pai e mãe zelosos, com medo de criar problemas de aprendizado futuros e meio que vacilantes, aceitamos a sugestão e re-matriculamos nossa filha na mesma etapa.
Durante anos o caos se instalou por aqui.
Esse fato foi-nos cobrado a cada matrícula e a cada aniversário: não só dela, mas como das antigas amigas e das (sempre mais novas) colegas de classe.
Todos os meses relembrávamos - constrangidos - este fato, através de suas lamúrias e de sua desaprovação.
Toda unanimidade é burra, já dizia Nelson Rodrigues. E quando todo mundo concordar que “toda a unanimidade é burra” ficará comprovado que “toda a unanimidade é burra”, mesmo!
Essa frase não serve para encerrar discussões, mas vem a calhar com o que ocorreu conosco tempos depois.
Hoje sabemos que, além de ouvir as pessoas, devemos também escutar a voz de nossa consciência e o apelo de nosso coração.
Pois, vendo como nossa filha se comporta atualmente, seu grau de aproveitamento escolar, sua maturidade e a coincidência de sua independência civil com a vida universitária, fico a pensar que mais acertamos do que erramos.
Somente questiono (e às vezes) a origem daquele conselho que recebi, lá no tal do “prézinho”. Acontece que, a diretora e a professora da escola maternal – onde minha filha estudava - eram avó e mãe de uma das alunas que, tendo a mesma idade, foi cursar o primeiro ano: não seguiram, portanto, a mesma cartilha que nos sugeriram.
Mas isso já é passado...
Penso muito a respeito de nossas atitudes atuais ( e não só pelo lado dos erros ou dos acertos). Mas se devemos, ou não, escutar as pessoas que “sabem” das coisas.
Aquelas representadas, muitas vezes, por professores, chefes, patroas, padres ou pastores, parentes mais velhos e eruditos em geral.
E que são falíveis como a gente.
Imaginem se o dono do hotel, onde a Sra. Maria Ratzinger era cozinheira, a tivesse convencido de que seu filho – o hoje Bento XVI – ficava muito “enfiado” dentro da Igreja ?
Ou se Dona Pauline tão tivesse convencido o pai a liberar uma grana ao marido - Hermann - para que ele construísse uma fábrica de componentes elétricos e largasse, de vez, o ramo de “penas para colchão” ?
Einstein teria, talvez, morrido no anonimato como um próspero e inovador fabricantes de colchões.
Mas, só isso. Seu gênio inventivo provavelmente não teria sido estimulado pelo meio em que cresceu.
Escutar conselhos, enfim, pode ser a nossa saída para não cometermos alguns erros.
Agora, no que essa decisão vai dar no futuro, só Deus é quem sabe!
05/02/10
Os Neros de hoje em dia
O imperador daquela época, Cláudio César Germânico, era casado com Agripina. Que por sua vez, encarregou Sêneca de educar seu filho – e enteado de Cláudio César - Nero.
E Sêneca o fez, especialmente depois da morte do Imperador – quatro anos depois de assumir esta função.
Quando Nero foi nomeado Imperador, Sêneca tornou-se seu principal conselheiro. Exerceu sobre ele uma influência benéfica e tentou orientá-lo para uma política de justiça e de humanidade: fruto de tudo o que ele havia ensinado ao jovem, desde sua tenra infância.
Como todo “pai”, chegou a ser complacente em diversas situações nas quais o jovem Nero se meteu. Numa delas, creio que a mais grave, redigiu uma carta ao Senado tentando justificar a execução de Agripina (sim, Nero mandou matar a própria mãe), pelo que foi muito criticado na época. Sua atitude em defender Nero, naquele momento, foi incompatível com suas próprias concepções.
Quando Sêneca tinha 69 anos foi acusado por Nero, a quem educou, de participar de uma conspiração para derrubá-lo.
Nero não titubeou: ordenou que Sêneca praticasse o suicídio. E ele o fez: cortou os pulsos, as veias das pernas, tomou veneno e mergulhou numa banheira de água quente – para ampliar o sangramento. Veio a falecer, portanto, em 65 d.C.
Sêneca era um estóico: defendia uma sabedoria segundo a qual o ser humano não deveria se deixar escravizar pelas suas paixões e pelas coisas externas. Portanto, uma pessoa sensata como todos nós.
Conto esta História aqui, pois - guardando as devidas proporções - vejo muitos “Sênecas” e Agripinas perambulando por aí no papel de pais e mães desorientados.
Pessoas culturalmente e financeiramente abastecidas cuidando de verdadeiros “Neros” em casa.
Onde estava e onde está o erro? Onde Sêneca (um sábio, reconhecido até em nossos dias) e Agripina (uma Imperatriz que ao mesmo tempo mimava e era severa na educação de seu filho) erraram? E onde os pais da atualidade estão errando?
Acredito que nossos grandes erros passam por alguns lugares em comum.
Fazem parte desta lista, por exemplo, nossa permissão para que eles cultivem algumas amizades erradas, a nossa eterna busca em satisfazer os desejos imediatos de nossos “Neros” e aquela máxima de que devemos ser “amigos” de nossos filhos.
Nasci, fui criado e moro até hoje no mesmo lugar: em frente à Cadeia Pública de Bebedouro. E atesto - pela observação levada a efeito durante anos - que quem leva um jovem para a cadeia é uma somatória de fatores onde uma parcela, indiscutivelmente, chama-se “amigos errados”. Devemos, por isso, saber quem são aqueles meninos e meninas que saem, batem papo pela Internet e ligam no celular de nossos filhos.
Na satisfação de seus desejos imediatos, estão o nosso empenho pela aquisição de itens materiais que dão a eles status perante o grupo (celulares, tênis de marca, notebook, etc.) e a nossa velha incapacidade em dizer “Não”.
As desculpas, para não se dizer “Não”, são variadas: incluem o medo de causarmos um trauma à “pobre” criança, ao sentimento de que vamos negar algo que nunca tivemos e hoje temos condição em oferecer (o famoso “dar a ele tudo aquilo que nunca tive”), a preocupação em excluí-los do grupo (onde todos fazem ou têm determinada coisa) e por aí vai.
Mas a verdade mesmo, é que dizer “não” custa: tem de convencer, discutir, agüentar choro, descontentamento e cara feia.
Porém, quando somos firmes, deixando bem claro o que queremos, conquistamos a confiança deles e inclusive, aparentemente contraditório, conseguimos educar com mais facilidade dizendo não, que sim.
E, por último, erramos com nossos “Neros” querendo ser apenas amigos deles.
Interessante é que antes se punia, agora se conversa.
Antes se punia para manter a autoridade, hoje se conversa para manter a amizade.
Percebe-se hoje que é mais importante, para os pais, ter a amizade dos filhos do que ter autoridade em casa.
E quando os pais desejam ser figura de autoridade, e não conseguem, se desesperam.
Para resolver isso, devemos estabelecer regras. Estas regras devem ser criadas para permitir um relacionamento adequado entre os membros da família, para que os valores e hábitos - daqueles que convivem em um determinado lugar - sejam respeitados.
Fácil falar tudo isso aí, não é mesmo?
Mas insisto que o processo, para não se produzirem novos “Neros”, começa com a imposição de alguns limites, que darão lugar a um comportamento responsável que, por sua vez, conduzirá à tão sonhada liberdade.
29/01/10
A Embaixatriz ( que rima com atriz, meretriz, etc )
Cena : Jovens pesquisadores da Unicamp, brasileiros, isolados no Haiti, procuram pela Embaixada do Brasil ( o óbvio, nesta situação ) e são recebidos pela Embaixatriz brasileira ( que mora lá segundo os meus impostos ). Leia o resto :"Após conversar com nossos colegas do Viva Rio, diante da chegada de novos quadros desta organização em Porto Príncipe e em função de uma situação volátil, que muda a cada instante do que diz respeito ao acesso à água e comida, optamos por pedir abrigo à embaixada do Brasil. Diga-se de passagem, há dias amigos e parentes do Brasil insistem em que deveríamos recorrer à embaixada. Afinal, somos um grupo de brasileiros que viu seu trabalho no Haiti interrompido pela violência do terremoto, e estamos na expectativa do que fazer: ficamos e ajudamos? Podemos ajudar? Ou devemos partir para o Brasil em meio uma situação incerta e que se agrava todos os dias? E se decidimos partir, como partir? Seguindo a orientação de nossos colegas do Viva Rio, nos preparamos para seguir para a embaixada hoje pela manhã. Acordamos às 6 da manhã, após mais uma noite dormindo no jardim, e nos preparamos para esperar o veículo que viria nos buscar.
Ela irrompeu o portão do Viva Rio por volta das 8:30 da manhã e pediu que nos chamassem. Trazia um vestido curto algo entre o roxo e o verde, quase um furta cor, apresentava uma expressão rígida e abatida. Na certa estava tocada pelos últimos eventos. Os cabelos devidamente penteados pra trás, uma maquiagem excessiva e um colar de ouro ostensivo. Enquanto permanecíamos na sombra, ela se manteve no sol. Aos poucos, enquanto sua proeminente testa e suas bochechas se enchiam de suor, ela discorreu sobre grandes temas, aliando ciência, religião e política de maneira única. Em poucos minutos, a embaixatriz do Brasil no Haiti explicou por que um rabino, as placas tectônicas, seu marido, os mortos e o Brasil eram interdependentes.
Ela não nos perguntou nada. Não sabia quem éramos, ou o que fazíamos aqui. Quando soube que de um grupo da Unicamp se tratava, não titubeou: “A EMBAIXADA NÃO TEM NENHUM COMPROMISSO COM A UNICAMP. O EMBAIXADOR PROIBIU QUE FOSSEM HOSPEDADOS EM NOSSAS DEPENDÊNCIAS. ELE É O EMBAIXADOR, ELE MANDA; SE HOSPEDAMOS VOCÊS TEMOS QUE HOSPEDAR TODOS”.
E seguiu, com pérolas: “A EMBAIXADA NÃO VAI EVACUAR NINGUÉM PORQUE EU NÃO VOU SAIR DAQUI. VOCÊS DEVEM VOLTAR PARA O BRASIL COMO VIERAM. VOCÊS SABEM ONDE FICA O AEROPORTO, COMPREM PASSAGEM; VOCÊS SABEM ONDE FICA A RODOVIÁRIA, DE LÁ SAEM ÔNIBUS PARA A REPÚBLICA DOMINICANA”. E prosseguiu com a máxima: “NÃO TEMOS NENHUMA RESPONSABILIDADE SOBRE VOCÊS. VOCÊS ESTAVAM NO LUGAR ERRADO NA HORA ERRADA, SINTO MUITO”.
Poderíamos reproduzir detalhes de suas observações sobre a situação atual do Haiti ou sobre a política haitiana. Não o fazemos porque, com franqueza, sentimos vergonha alheia. Seu auto-centramento e sua falta de sensibilidade quanto aos impasses vividos pelos haitianos não fizeram nada além de nos constranger: ela pode ocupar a posição que ocupa?
Nos restringiremos àqueles elementos que nos afetam diretamente: pode uma embaixatriz simplesmente dizer “VOCÊS ESTÃO PROIBIDOS DE SE HOSPEDAR NA EMBAIXADA”? Ela não nos perguntou nada, não sabe da nossa situação, nada. Suponhamos que tivéssemos passagens de avião saindo de Porto Príncipe. Como chegar ao aeroporto? Não há transporte, não há combustível. Porto Príncipe é uma cidade grande e destruída. A “rodoviária”, na verdade, não existe, é a garagem da Caribe Tours, de onde saem os ônibus diários para Santo Domingo, e fica em Pétionville. Como chegar a Pétionville? Há lugares no ônibus? Os telefones estão colapsados. Pode o Brasil ter como representante neste país alguém que manifesta tamanho descaso por seus concidadãos abdicando das obrigações mínimas de uma embaixada em qualquer lugar do mundo? O que o Haiti pode esperar de embaixador e embaixatriz que atuam desta maneira? O que aconteceu conosco não tem a menor importância. Só é revelador do lugar que o Haiti parece realmente ocupar no universo de nossas relações internacionais.
Assinam este texto:
Omar Ribeiro Thomaz, Otavio Calegari Jorge, Diego Bertazzoli, Werner Garbers, Joanna da Hora, Cris Bierrembach, Daniel Santos, Rodrigo C. Bulamah, Marcos Rosa."
Leiam aqui a integra que, gentilmente, recebi de meu amigo Dr. Camilo.
24/01/10
Cooke saiu primeiro
A britânica Gillian Cooke estava pronta e concentrada para descer a montanha.
Com esse trenó do bobsled a velocidade atinge, brincando, 130 km/h.
Mas, a Suiça viu outro espetáculo quando Cooke saiu na rampa...literalmente !
Com esse trenó do bobsled a velocidade atinge, brincando, 130 km/h.
Mas, a Suiça viu outro espetáculo quando Cooke saiu na rampa...literalmente !
Conhecendo o "Brazil"
Fundada em 1844, cidade americana de 8 mil habitantes recebeu esse nome por acaso, não tem nenhum brasileiro, enfrenta crescente onda de desemprego e corre o risco de sumir do mapa.Nenhum brasileiro vive lá.
Apesar disso, milhares de residentes se dizem brasileiros. E com razão. Eles, afinal, nasceram no Brasil. Ou melhor, em Brazil.
Isso mesmo: no Brasil com z, uma cidadezinha de Indiana, Estados Unidos, a 101 quilômetros de Indianápolis, e que está se esvaziando aos poucos.
Quem nasce em Brazil é Brazilian, definição idêntica - em inglês - para quem nasce no Brasil da América do Sul.
O nome surgiu quase por acaso. Pode-se dizer que nasceu "de ouvido". Owen Thorpe, um negociante que via no desbravamento do oeste uma fonte de riquezas, decidiu montar um grande armazém de secos e molhados, que também vendia ferramentas, além de um saloon para animar os trabalhadores que viviam em acampamentos naquela área pontilhada de minas de carvão.
Chegou a ferrovia. E com os negócios prosperando, Thorpe sentiu a necessidade de enviar e receber correspondência. Mas o governo só se dispunha a fornecer esse serviço, instalando um posto de correio, se ali houvesse pelo menos um assentamento. Depois de negociar com as mineradoras, o comerciante criou o povoado em 1844. E decidiu dar a ele um nome diferente.
Ele queria algo que soasse bem diferente. E os jornais da época traziam notícias relatando conflitos de fronteira do Brasil com alguns vizinhos. Thorpe achou que o nome tinha um som agradável, era diferente, e então decidiu batizar o povoado como Brazil.
A cidade, que economicamente está hoje no fundo do poço, tem até um jornal impresso e um site desse jornal www.thebraziltimes.com.A situação econômica é ruim porque contém uma agravante: apenas 4,2% da população tem curso superior ou profissional. Com mão-de-obra de baixa qualificação, as grandes empresas não se animam a instalar unidades aqui. E isso complica a vida também do comércio local.
O comércio, por sinal, anda às moscas. Várias lojas foram à falência.
O cinema local, que nem nome tem, está quase sempre vazio. Diversão quase não há, tirando um boliche, a pesca em rios e lagos das redondezas, e a caça nas florestas da região. Os jovens se juntam nos fins de semana e vão de carro para Terre Haute, 26 quilômetros a oeste, em busca de bares e danceterias. Os mais idosos vão ao bingo semanal na lanchonete McDonald's - artifício que seu gerente encontrou para tentar aumentar a clientela.
Uma vez por ano, no dia 1º de outubro, data de fundação de Brazil, todo mundo sai às ruas para participar do Festival da Pipoca, realizado nessa data em homenagem à cidade e, ao mesmo tempo, a um de seus cidadãos mais famosos: Orville Redenbacher, um próspero empresário do setor agrícola, nascido ali (e falecido em 1995, aos 88 anos), e que tornou realidade uma obsessão que tinha desde criança: desenvolveu o que é considerado o tipo de milho ideal para pipoca, que passou a levar seu nome. O rosto de Redenbacher aparece nos pacotes desse milho vendido em supermercados em todo o país.
Interessante, né ?
Interessante, né ?
Conhecendo o "Brasil"
Só a título de curiosidade :
No vídeo você ouve ( aos 7"34' ) o deputado Edson Lobão, hoje Ministro das Minas e Energia do Governo Lula, ser chamado para dar seu voto a favor, ou contra, a emenda que aprovaria as eleições Diretas para Presidente da República.
Só que ele, e os demais membros do PDS, não compareceram ao plenário para votar.
Fugiram, não compareceram, escafederam-se : o que inviabilizou a votação.
Lobão era malufista e vice-lider do PDS.
O PDS era a sigla herdeira da Arena, o partido criado pelos militares, então liderado por José Sarney, mais tarde presidente da República e hoje presidente do Senado.
Parlamentares que integravam o PDS, naquela época, estão hoje espalhados por vários partidos, em sua maioria no DEM.
Lobão, Maluf e Sarney eram, portanto, inimigos mortais de Lula.
Hoje, estão todos juntos para garantir a "governabilidade" do Brasil.
Viu ?
23/01/10
O céu ou o Inferno podem estar em qualquer lugar
O Rodrigo, meu amigo, me mandou esse vídeo.
A princípio ( e até ao final, também ) quem escuta essa moça prenuncia : "É uma maluca !".
Mas hoje eu tive uma experiência : Soube de um fato, feito por uma pessoa que, covardemente, inundou a vida de um pobre ser indefeso num mar de maldades.
Enfim, algo que essa "maluca" disse ( em meio a tanta coisa desconexa ) faz sentido.
Vejam o que eu pude anotar, dentre as frases dela ( o que está entre parenteses é grifo meu ) :
"Céu ou Inferno é o estado de espirito das pessoas".
"O Céu e o Inferno, que as pessoas dizem, ( é aquele que ) eles acreditam : ( Onde ) um ser domina o Céu ( Deus ) e o outro domina o o Inferno ( Diabo )."
"( Mas ) o Céu pode ser aqui, qualquer lugar (..) - posso trazer coisas boas e transmitir boas coisas. Como posso transformar-me num inferno : posso transmitir coisas más e coisas ruins..."
Realmente, podemos fazer a nossa vida e, principalmente, a dos outros se transformar num Céu ou num Inferno.
Realmente, às vezes, o Céu e o Inferno estão aqui, em qualquer lugar : Como bem disse nossa maluca e sábia amiga do You Tube.
Valeu, Rodrigão !
A princípio ( e até ao final, também ) quem escuta essa moça prenuncia : "É uma maluca !".
Mas hoje eu tive uma experiência : Soube de um fato, feito por uma pessoa que, covardemente, inundou a vida de um pobre ser indefeso num mar de maldades.
Enfim, algo que essa "maluca" disse ( em meio a tanta coisa desconexa ) faz sentido.
Vejam o que eu pude anotar, dentre as frases dela ( o que está entre parenteses é grifo meu ) :
"Céu ou Inferno é o estado de espirito das pessoas".
"O Céu e o Inferno, que as pessoas dizem, ( é aquele que ) eles acreditam : ( Onde ) um ser domina o Céu ( Deus ) e o outro domina o o Inferno ( Diabo )."
"( Mas ) o Céu pode ser aqui, qualquer lugar (..) - posso trazer coisas boas e transmitir boas coisas. Como posso transformar-me num inferno : posso transmitir coisas más e coisas ruins..."
Realmente, podemos fazer a nossa vida e, principalmente, a dos outros se transformar num Céu ou num Inferno.
Realmente, às vezes, o Céu e o Inferno estão aqui, em qualquer lugar : Como bem disse nossa maluca e sábia amiga do You Tube.
Valeu, Rodrigão !
17/01/10
O mundo vai acabar...
A cada dia que passa, alguém descobre mais uma evidência de que o mundo vai acabar. Dessa vez foi o geofísico Joseph Jankowski, que declarou, no Alaska, que a rotação do planeta está desacelerando rapidamente, e que ela vai parar daqui a três anos.
Segundo o cientista, a desaceleração vai tornar os dias e as noites cada vez mais longos até a parada total, e causará enchentes, terremotos e muita fome.
“É de longe o maior problema imediato da humanidade”, disse o pesquisador.
Os cientistas desconfiam há tempos que a rotação da Terra está ficando mais lenta. Estima-se que há três bilhões de anos, o dia durava 13 horas. Hoje, uma rotação completa em seu eixo leva 23 horas, 56 minutos e 4, 091 segundos.
As teorias mais antigas apontavam que os dias estavam ficando apenas 0,002 segundos mais longos a cada século. Mas agora, sistemas de medição mais sofisticados mostram um cenário muito mais dramático.
“No verão de 2011, um dia vai durar 38,6 horas”, disse Jankowski. Segundo seus cálculos, o mundo vai parar no dia 16 de Janeiro de 2013. Isso é, se não tiver acabado dia 21 de Dezembro de 2012, como preveem profecias e filmes ruins.
Com o fim da rotação, teremos um dia permanente num lado do planeta, e uma noite eterna no outro. “Os azarados que acabarem no lado escuro da Terra estarão num mundo cinzento e gelado. Todas as plantas morrerão em semanas, e a fome será inigualável”.
Mas quem acabar no lado ensolarado também não terá sorte. As placas continentais vão se mexer, e terremotos e tsunamis de proporções catastróficas matarão bilhões. O ciclo de vida de animais e plantas também será totalmente afetado pelo dia incessante, criando uma bola de neve de descontrole do ecosistema.
A maioria dos cientistas diz que não há motivos para pânico até que o fenômeno seja estudado com profundidade, mas Jankowski avisa: os governos deviam começar a pensar em como reagir diante dessa catástrofe inevitável o quanto antes.
Tá aqui ó : Pop News
Mas para nosso alivio :
Para começar não existe nenhum geólogo chamado "Joseph Jankowski", o único cientista com este nome é um pediatra da University Hospitals Case Medical Center.
Outro problema é que a Terra possui um movimento inercial gigantesco : experimentem parar uma Scânia, descendo a ladeira, apenas com um dedo. Obviamente que não irão conseguir.
Imaginem que parar a Terra exige uma quantidade de energia, e força, infinitamente superior à necessária para se parar esta Scania.
Apenas algo como uma trombada cósmica com outro corpo, de proporções planetárias, poderia reduzir - de forma tão drástica e rápida - a rotação de nosso planeta.
O planeta perde sim movimento angular, devido à Lua. Masa esta perda é secular e mínima: 0,002 segundo por século.
Em outras palavras : após 100 mil anos, um dia passará a ter 2 segundos a mais.
Ou seja, a história do jornal Pop News é uma lorota sem pé nem cabeça.
Esta é apenas mais uma matéria sensacionalista do jornaleco Pop News.
Segundo o cientista, a desaceleração vai tornar os dias e as noites cada vez mais longos até a parada total, e causará enchentes, terremotos e muita fome.
“É de longe o maior problema imediato da humanidade”, disse o pesquisador.
Os cientistas desconfiam há tempos que a rotação da Terra está ficando mais lenta. Estima-se que há três bilhões de anos, o dia durava 13 horas. Hoje, uma rotação completa em seu eixo leva 23 horas, 56 minutos e 4, 091 segundos.
As teorias mais antigas apontavam que os dias estavam ficando apenas 0,002 segundos mais longos a cada século. Mas agora, sistemas de medição mais sofisticados mostram um cenário muito mais dramático.
“No verão de 2011, um dia vai durar 38,6 horas”, disse Jankowski. Segundo seus cálculos, o mundo vai parar no dia 16 de Janeiro de 2013. Isso é, se não tiver acabado dia 21 de Dezembro de 2012, como preveem profecias e filmes ruins.
Com o fim da rotação, teremos um dia permanente num lado do planeta, e uma noite eterna no outro. “Os azarados que acabarem no lado escuro da Terra estarão num mundo cinzento e gelado. Todas as plantas morrerão em semanas, e a fome será inigualável”.
Mas quem acabar no lado ensolarado também não terá sorte. As placas continentais vão se mexer, e terremotos e tsunamis de proporções catastróficas matarão bilhões. O ciclo de vida de animais e plantas também será totalmente afetado pelo dia incessante, criando uma bola de neve de descontrole do ecosistema.
A maioria dos cientistas diz que não há motivos para pânico até que o fenômeno seja estudado com profundidade, mas Jankowski avisa: os governos deviam começar a pensar em como reagir diante dessa catástrofe inevitável o quanto antes.
Tá aqui ó : Pop News
Mas para nosso alivio :
Para começar não existe nenhum geólogo chamado "Joseph Jankowski", o único cientista com este nome é um pediatra da University Hospitals Case Medical Center.
Outro problema é que a Terra possui um movimento inercial gigantesco : experimentem parar uma Scânia, descendo a ladeira, apenas com um dedo. Obviamente que não irão conseguir.
Imaginem que parar a Terra exige uma quantidade de energia, e força, infinitamente superior à necessária para se parar esta Scania.
Apenas algo como uma trombada cósmica com outro corpo, de proporções planetárias, poderia reduzir - de forma tão drástica e rápida - a rotação de nosso planeta.
O planeta perde sim movimento angular, devido à Lua. Masa esta perda é secular e mínima: 0,002 segundo por século.
Em outras palavras : após 100 mil anos, um dia passará a ter 2 segundos a mais.
Ou seja, a história do jornal Pop News é uma lorota sem pé nem cabeça.
Esta é apenas mais uma matéria sensacionalista do jornaleco Pop News.
O Carnaval : de sua origem aos dias de hoje
TEXTO REVISTO
Nunca entendi direito a origem do Carnaval.De onde veio, porque existe em quase todo o mundo, por que é diferente nos diversos países e assim vai...
Enfim, fui pesquisar e tentei resumir aqui o que encontrei.
O Carnaval é a festa profana mais antiga que se tem registro, provavelmente, com o sentido atual de folga coletiva e inversão das posições sociais, já existe há mais de três mil anos.
As suas raízes mais remotas encontram-se na Grécia Antiga, no culto a Dionísio, o deus da vindima (colheita de uvas), que mais tarde foi celebrado em Roma como Baco, espalhando-se para os países de cultura neolatina.
Dionísio, mais conhecido entre nós como Baco, era um deus para os pagãos. Foi cultuado por muito tempo pela Ásia até que, conta a lenda, pelas mãos do sacerdote Melampo, introduziu-se na Grécia.
Tornou-se um sucesso.
Conforme as plantações de parreiras se espalhavam pelas ilhas da Grécia e pela região da Arcádia, mais gente o celebrava. Em todas as festas no campo ele se fazia cada vez mais presente.
Por essa altura, já entronado como deus das vindimas, representavam-no como uma figura humana, só que de chifres, barbas e pés de bode, com um olhar invariavelmente embriagado.
Consta que as primeiras seguidoras do deus Dionísio, há uns 3 ou 3,5 mil anos atrás, foram mulheres que aproveitavam os dias que lhe eram dedicados e escapavam da vigilância dos maridos, dos pais e dos irmãos. Caiam na folia "em meio a danças furiosas e gritos de júbilo", como disse Apolodoro, testemunha duma daquelas festas. Nos dias permitidos, elas, chamadas de coribantes, saíam aos bandos, com o rosto coberto de pó e com vestes transformadas ou rasgadas, cantando e gritando pelas montanhas gregas.
Os homens não demoraram em aderir às procissões das mulheres e ao "frenesi dionisíaco”: a festança que se estendia por três dias, encerrava-se com uma bebedeira coletiva em meio a um vale-tudo sexual.
Nos primórdios do culto a Dionísio, as autoridades (as cortes, os sacerdotes e os ricos) não gostaram nada daqueles festejos malucos.
Entre outras razões, porque eram as vítimas favoritas das sátiras. Os festejos bacantes, como é sabido, além de serem uma teatralização coletiva da inversão de tudo, serviam como um acerto de contas do povo com os seus governantes. Ainda que metafórico e psicológico.
Neles, o miserável vestia-se de rei, o ricaço de pobretão, o libertino aparecia como guia religioso, a rameira local posava como a mais pura donzela, machos reconhecidos vestiam-se como fêmeas, e assim por diante.
Dionísio - brincalhão, irreverente e debochado - estimulava que virassem o mundo de ponta-cabeça.
Foi então que no século VI a.C., Pisístrato, o tirano de Atenas, oficiou-lhe homenagens.
Não só isso, construiu-lhe um templo na Acrópole (o teatro Dionísio) que está lá até hoje. Organizou em seguida concursos de peças cômicas ou dramáticas para celebrá-lo no palco, iniciando assim em Atenas a política do amparo às artes cênicas pelo Estado.
Erwin Rohde, um colega de Nietzsche, interpretou esta transformação de Dionísio (de um irreverente deus das folganças num ente oficioso) à interferência de outro deus: Apolo, o deus Sol.
Sendo este uma divindade do Estado, ele não podia permitir que aquela subversão dos costumes ficasse solta pelos campos a provocar loucuras, incitando os pobres à desordem e ao deboche.
Apolo (a lógica do interesse do Estado) então atraiu Dionísio para dentro da cidade com ofertas mil, e, como sócio maior, domou-o.
Em Roma, com as saturnais (as desregradas festas populares que se davam em dezembro) deu-se praticamente a mesma história.
Em Veneza ou em Nova Orleans, em Salvador da Bahia ou no Rio de Janeiro, o deus bastardo da bebida e do atrevimento, tornou-se amansado pela política envolvente do deus do Sol, Apolo.
O carnaval brasileiro, trazido pelos portugueses no século 17 com o nome de entrudo, é um herdeiro direto das bacantes e das saturnais greco-romanas. E, pode-se dizer, ao longo desses três séculos em que se tornou na maior festa popular do Brasil, percorreu a mesma trajetória de acomodação dos seus antecessores.
A plebe colonizada imediatamente aderiu ao entrudo como um imperdível momento de inverter, ainda que simbolicamente, o mundo desgraçado em que vivia.
Naqueles dias tão aguardados, quando a troça assumia ares de majestade, nenhum fidalgo ou pomposo qualquer, nada que fosse solene oficial ou sublime, escapava da mordacidade dos festeiros do rei Momo (deus pagão menor que presidia os festejos carnavalescos em Roma).
No Brasil, Apolo - a lógica do interesse do Estado – igualmente interviu.
A partir de 1935, com o crescente centralismo estatal determinado pela Revolução de 1930, começou-se a sufocar a espontaneidade popular submetendo os desfiles populares a regulamentos, horários e trajetos a serem cumpridos à risca.
É a ordem da desordem!
Seduziram Dionísio - em troca da obediência às regras de boa conduta - com promessas de honrá-lo em lugares especiais e próprios (sambódromos, passarelas de samba, concursos, prêmios, etc.), acertando em troca o fim da zombaria e do ridículo em que antes os seus seguidores (os celebrantes de Baco) submetiam os poderosos naqueles três dias de tumulto e cachaçada.
Desde então as escolas de samba do Rio de Janeiro, e as outras que as imitaram, enfiaram-se numa camisa-de-força.
Caíram na armadilha de Apolo.
Para exibirem-se ao grande público precisavam de dinheiro, que, como se sabe, só se encontra nos bolsos dos figurões, públicos ou privados.
Impedidos moralmente de ridicularizarem os patrocinadores que os mantêm, os sambas-enredo (expressão musical do Dionísio acomodado de hoje), esvaziados da irreverência e da gostosa safadice, não dizem mais nada.
Hoje a cantoria é só elogio e reverência, quando não propaganda aberta de quem financiou o desfile.
O luxo das fantasias e a parafernália dos alegóricos cerceiam qualquer gesto mais solto, espontâneo ou original, liberando-se apenas a sensualidade (exposta em nichos especiais) não mais acolhendo o elemento de contestação divertida.
O resultado disto é a mesmice.
Quem assiste a um só desfile de escola de samba - ainda que reconhecendo estar frente a um dos maiores espetáculos populares da Terra - viu a todos : os que passaram e os que ainda virão.
Domesticaram Dionísio!
Pessoa
Encontrei hoje em ruas, separadamente, dois amigos meus que se haviam zangado um com o outro.
Cada um me contou a narrativa de por que se haviam zangado. Cada um me disse a verdade. Cada um me contou as suas razões.
Ambos tinham razão. Ambos tinham toda a razão.
Não era que um via uma coisa e outro outra, ou que um via um lado das coisas e outro um lado diferente.
Não: cada um via as coisas exatamente como se haviam passado, cada um as via com um critério idêntico ao do outro, mas cada um via uma coisa diferente, e cada um, portanto, tinha razão.
Fiquei confuso com essa dupla existência da verdade.
Cada um me contou a narrativa de por que se haviam zangado. Cada um me disse a verdade. Cada um me contou as suas razões.
Ambos tinham razão. Ambos tinham toda a razão.
Não era que um via uma coisa e outro outra, ou que um via um lado das coisas e outro um lado diferente.
Não: cada um via as coisas exatamente como se haviam passado, cada um as via com um critério idêntico ao do outro, mas cada um via uma coisa diferente, e cada um, portanto, tinha razão.
Fiquei confuso com essa dupla existência da verdade.
16/01/10
Zina, do Pânico, morreu
Pelo menos é o que sugeriu o repórter do Estadão na Internet.
Leia a integra no original aqui ( é só clicar em cima para ampliar ) :
Leia a integra no original aqui ( é só clicar em cima para ampliar ) :
Repare que o texto informa : "A delegada responsável pelo caso solicitou exame necroscópico ao indiciado, e perícia ao revólver e às cápsulas. O resultado dos laudos deve esclarecer se Zina atirou ou não. Inicialmente, ele permanecerá na carceragem no 72ºDP.".
O correto seria exame residuográfico, cujo objetivo é verificar a
existência de partículas de chumbo ou de outras substâncias na pele das mãos.
Tão logo percebram o erro, a noticia original - postada aí em cima - foi alterada para essa aqui.
Coisa imperdoável, em se tratando de um veiculo de comunicação como o Estadão.
E, pior : Amparado pelo UOL.
10/01/10
"Estado de Sítio"
Depois de 28 anos, tornei a assisti-lo. E todo brasileiro deveria vê-lo.
O filme do diretor grego Costa-Gavras é um retrato minucioso da participação direta dos Estados Unidos nas ditaduras militares da América Latina nas décadas de 1960 e 1970. Através da história do seqüestro de um norte-americano ( Dan Mitrione, no filme chamado de Philip Michael Santore ) e um brasileiro pelo grupo guerrilheiro uruguaio Tupamaro, o cineasta denuncia o papel repressivo do governo norte-americano nas ditaduras latino-americanas.
Em “Estado de Sítio” o grupo guerrilheiro Tupamaro seqüestra o embaixador do Brasil no Uruguai, Roberto Campos, e o funcionário da polícia norte-americana "Philip Michael Santore".
O grupo então exige que o governo solte os presos políticos em troca dos seqüestrados. O caso gera uma crise política internacional que coloca em evidência a participação criminosa do imperialismo norte-americano na estrutura repressiva dos regimes militares.
No filme, Philip Michael Santore é interrogado por um dos integrantes do Tupamaro, maneira pela qual o filme apresenta dados importantíssimos e ao mesmo tempo assustadores de como os Estados Unidos formou milhares de agentes de tortura nas polícias de vários países da América Latina.
O Brasil aparece no filme com destaque entre os países “assessorados” pelos norte-americanos, foram mais de 100.000 policiais brasileiros especializados em técnicas de tortura em cidades como São Paulo e Belo Horizonte.
Os Estados Unidos mantinham uma escola de tortura para onde os governos dos países enviavam representantes para receber especialização em todos os ramos da repressão policial.
O roteiro de “Estado de Sítio” é Gavras e de Franco Solinas baseado em fato verídico ocorrido no Uruguai. Na história, o nome do grupo guerrilheiro Tupamaros e do embaixador do Brasil foram mantidos, alterando-se o restante para nomes fictícios.
O diretor Konstantinos Costa-Gavras pode ser considerado um dos grandes diretores de um gênero no cinema que teve e ainda tem poucos representantes, o cinema político. Muitos de seus filmes foram censurados no Brasil ( eu tive a sorte de assisti-lo em 1981, ainda sob o regime militar ) e a maioria nem teve lançamento no mercado de vídeo como é o caso de “Estado de Sítio”.
Um dos dirigentes tupamaros é hoje Presidente do Uruguai : Pepe Mujica. Ele foi participante do sequestro de Dan Mitrione (Philip Michael Santore) e foi eleito por uma aliança de partidos uruguaios de esquerda, a Frente Ampla.
Mujica foi preso pela ditadura uruguaia por 12 anos.
Filmaço !
Pensa que essas coisas de tortura na Ditadura eram lorotas ? Joga a palavra KUBARK ( que nem foi mencionada no filme ) no Google e depois me conta.
O filme do diretor grego Costa-Gavras é um retrato minucioso da participação direta dos Estados Unidos nas ditaduras militares da América Latina nas décadas de 1960 e 1970. Através da história do seqüestro de um norte-americano ( Dan Mitrione, no filme chamado de Philip Michael Santore ) e um brasileiro pelo grupo guerrilheiro uruguaio Tupamaro, o cineasta denuncia o papel repressivo do governo norte-americano nas ditaduras latino-americanas.
Em “Estado de Sítio” o grupo guerrilheiro Tupamaro seqüestra o embaixador do Brasil no Uruguai, Roberto Campos, e o funcionário da polícia norte-americana "Philip Michael Santore".
O grupo então exige que o governo solte os presos políticos em troca dos seqüestrados. O caso gera uma crise política internacional que coloca em evidência a participação criminosa do imperialismo norte-americano na estrutura repressiva dos regimes militares.
No filme, Philip Michael Santore é interrogado por um dos integrantes do Tupamaro, maneira pela qual o filme apresenta dados importantíssimos e ao mesmo tempo assustadores de como os Estados Unidos formou milhares de agentes de tortura nas polícias de vários países da América Latina.
O Brasil aparece no filme com destaque entre os países “assessorados” pelos norte-americanos, foram mais de 100.000 policiais brasileiros especializados em técnicas de tortura em cidades como São Paulo e Belo Horizonte.
Os Estados Unidos mantinham uma escola de tortura para onde os governos dos países enviavam representantes para receber especialização em todos os ramos da repressão policial.
O roteiro de “Estado de Sítio” é Gavras e de Franco Solinas baseado em fato verídico ocorrido no Uruguai. Na história, o nome do grupo guerrilheiro Tupamaros e do embaixador do Brasil foram mantidos, alterando-se o restante para nomes fictícios.
O diretor Konstantinos Costa-Gavras pode ser considerado um dos grandes diretores de um gênero no cinema que teve e ainda tem poucos representantes, o cinema político. Muitos de seus filmes foram censurados no Brasil ( eu tive a sorte de assisti-lo em 1981, ainda sob o regime militar ) e a maioria nem teve lançamento no mercado de vídeo como é o caso de “Estado de Sítio”.
Um dos dirigentes tupamaros é hoje Presidente do Uruguai : Pepe Mujica. Ele foi participante do sequestro de Dan Mitrione (Philip Michael Santore) e foi eleito por uma aliança de partidos uruguaios de esquerda, a Frente Ampla.
Mujica foi preso pela ditadura uruguaia por 12 anos.
Filmaço !
Pensa que essas coisas de tortura na Ditadura eram lorotas ? Joga a palavra KUBARK ( que nem foi mencionada no filme ) no Google e depois me conta.
09/01/10
Fantasminha Camarada
O Espiritismo, como a gente conhece, surgiu depois de 1850.
Porém, o espírita não se considera meramente um religioso.
Ele alega que sua crença é uma "Ciência", nascida das idéias de um francês que mudou de nome : assim como fez a Sandra de Sá.
Para começarmos a entender o Cristianismo é preciso - certamente - ler a Bíblia, algumas encíclicas, um pouco de Santo Agostinho e de São Tomás de Aquino.
E entender um pouco de Platão e Aristóteles ( já que houve uma releitura de ambos sobre a doutrina cristã ).
Depois, refletirmos analisando sua contestação. Feita, em parte, por Voltaire e Nietzsche ( isso sem falar em Kant, Kierkegaard, etc e tal ).
E para entendermos o Espiritismo?
Chico Xavier e Zíbia Gasparetto.
É uma diferença abismal, né ?
Mas quando se trata de analisar e estudar estas duas filosofias, é dificil de aceitar que justamente a mais simplória ( a Espírita ) seja tida como "ciência".
Mesmo enquanto a principal religião ocidental ( Cristianismo ) possui uma obra que exigiria décadas de análise, para quem pretendesse estudá-la minimamente.
Por isso, quando algum espírita diz que é um "estudioso do Espiritismo", mesmo sem acreditar e evitando ao máximo parecer agressivo, pergunto: "O que você estuda?"
A resposta é sempre a mesma.
São dois livros de Allan Kardec e mais um de sei lá quem.
É um "curso" tão complicado que exige, dos mais lentos, mais ou menos dois meses.
E está "estudada" a "ciência".
Químicos, físicos, biólogos e afins devem achar o máximo, não é mesmo?
Nunca foi tão fácil ser um "cientista".
Porém, o espírita não se considera meramente um religioso.
Ele alega que sua crença é uma "Ciência", nascida das idéias de um francês que mudou de nome : assim como fez a Sandra de Sá.
Para começarmos a entender o Cristianismo é preciso - certamente - ler a Bíblia, algumas encíclicas, um pouco de Santo Agostinho e de São Tomás de Aquino.
E entender um pouco de Platão e Aristóteles ( já que houve uma releitura de ambos sobre a doutrina cristã ).
Depois, refletirmos analisando sua contestação. Feita, em parte, por Voltaire e Nietzsche ( isso sem falar em Kant, Kierkegaard, etc e tal ).
E para entendermos o Espiritismo?
Chico Xavier e Zíbia Gasparetto.
É uma diferença abismal, né ?
Mas quando se trata de analisar e estudar estas duas filosofias, é dificil de aceitar que justamente a mais simplória ( a Espírita ) seja tida como "ciência".
Mesmo enquanto a principal religião ocidental ( Cristianismo ) possui uma obra que exigiria décadas de análise, para quem pretendesse estudá-la minimamente.
Por isso, quando algum espírita diz que é um "estudioso do Espiritismo", mesmo sem acreditar e evitando ao máximo parecer agressivo, pergunto: "O que você estuda?"
A resposta é sempre a mesma.
São dois livros de Allan Kardec e mais um de sei lá quem.
É um "curso" tão complicado que exige, dos mais lentos, mais ou menos dois meses.
E está "estudada" a "ciência".
Químicos, físicos, biólogos e afins devem achar o máximo, não é mesmo?
Nunca foi tão fácil ser um "cientista".
08/01/10
Assinar:
Postagens (Atom)





